A Folha de S.Paulo publicou, ontem, foto do alto comando da candidatura Rio-2016, na Dinamarca, liderada por Carlos Arthur Nuzman.
Ricardo Leyser Gonçalves, secretário nacional de Esporte, estava no grupo. Ele foi o homem forte do Ministério do Esporte no Pan-2007.
Porém, enquanto “reforça” a candidatura carioca lá fora, Ricardo explica-se no Tribunal de Contas de União (TCU) por gravíssimas irregularidades nos gastos pan-americanos, pelos quais ele era um dos responsáveis.
No total, o TCU mandou Ricardo Leyser devolver R$ 16,3 milhões aos cofres públicos ou apresentar justificativas em 15 dias, solidariamente com a empresa Fast Engenharia e Montagens S.A e Luiz Custódio de Freitas, fiscal do contrato.
É a segunda condenação de Leyser. A primeira foi em junho, num caso de superfaturamento de R$ 2,1 milhões na Vila Pan-americana.
Não é constrangedor uma candidatura olímpica, como a do Rio, contar com apoio de quem ainda tem sob suspeita a gestão das contas pan-americanas?
Irregularidades
Para que não fiquem dúvidas, o TCU determinou uma Tomada de Contas Especial, ou seja, um exame detalhadíssimo no processo. O caso é grave, mesmo.
Por exemplo:
Foram identificados indícios das seguintes irregularidades em apenas um processo do Pan-2007, que trata da infraestrutura temporária na Vila Pan-Americana.
a) serviços em quantitativos superiores aos medidos por equipe especializada e por auditores do TCU, com prejuízo de R$ 5.329.966,29 aos cofres da União;
b) pagamento de R$ 6.858.454,98 de serviços sem comprovação de execução;
c) pagamento em duplicidade de custos administrativos da contratada (a Fast Engenharia), no valor de R$ 4.163.562,36.
Verdades
O processo em questão foi aprovado no plenário do TCU em 17 de junho último.
Porém, só em 10 de setembro, quase três meses depois, é que saíram os comunicados aos envolvidos.
Aí os Correios estavam em greve. Quando tudo voltou ao normal, Ricardo Leyser Gonçalves já estava na Dinamarca.
Ele só receberá a intimação do TCU no seu retorno, na próxima semana. A partir daí, terá o prazo de 15 dias para se explicar. Mas, se faltarem provas que convençam os ministros do tribunal, terá que recolher os R$ 16 milhões.
Vejam bem: se o Pan-americano dá esta trabalheira, imagine se a Olimpíada vingar...
Para todos?
Educação para todos é não precisar incluir; pressupõe-se que não haja excluídos.
Se é preciso incluir é porque não é para todos.
Se é preciso incluir é porque não é para todos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário