Laranja
Prefeitura paga R$ 55 milhões a empresa de segurança em nome de vendedor de sanduíches
O GLOBO ON LINE
Publicada em 17/04/2010 às 18h16m
Endereço de declarado pela empresa Qualidade Total: Nome da rua é Avenida Prefeito Hélio Ferreira da Silva 420. Centro - Paracambi/RJ - Foto Gabriel Mascarenhas
RIO - Cachorro-quente e vigilância patrimonial são, em tese, atividades empresariais distintas. Nos contratos da prefeitura do Rio, porém, salsichas e segurança têm algo em comum. Morador de Cataguases, em Minas Gerais, um vendedor ambulante de cachorro-quente é sócio da Qualidade Total Operadora de Recursos Humanos, que já faturou desde 2005 cerca de R$ 55 milhões em contratos com o município do Rio sem vender um só sanduíche ou suco de laranja. A empresa, na verdade, presta serviço de vigilância para unidades hospitalares do Rio. Outro sócio apresentou como endereço residencial uma casa numa comunidade de baixa renda da cidade mineira. Seus supostos vizinhos nunca o viram.
Durante uma semana, O GLOBO tentou localizar os sócios e a sede da Qualidade Total. Apesar dos ganhos com os contratos, não é possível saber onde fica a empresa. Pelos dados da Receita Federal, a Qualidade Total deveria funcionar num imóvel em Paracambi, mas no local, existem apenas imóveis residenciais, além de uma vidraçaria e uma serralheria. Ninguém ouviu falar do negócio:
- Já vieram fiscais, oficiais de Justiça e até pessoas que se dizem funcionários da empresa. Como não conheço ninguém da Qualidade Total, devolvo as correspondências. Moro no bairro desde criança e, com certeza, aqui ela nunca funcionou - contou Jaciele Nogueira, proprietária da serralheria Giba, instalada no local há três anos.
'Empresário' vendeu sanduíches até 2006
Se a prefeitura tentasse saber onde mora o vendedor de cachorro quente Hélio Teixeira Amâncio, um dos sócios da empresa, também teria dificuldades. Um levantamento feito na Coordenadoria de Tributos de Cataguases mostra que Amâncio requisitou em 2005 autorização para vender lanches na Rua Luis Ribeiro, em frente ao Clube Rancho Alto. O local, palco de bailes populares, é conhecido pelos moradores como "Pele e Osso". No endereço que apresentou para registrar o negócio, ninguém sabe quem é o comerciante. O sócio da Qualidade Total teria atuado como ambulante até janeiro de 2006, quando venceu seu alvará. Em outros dois endereços em Minas, Amâncio não foi encontrado.
Laranja é uma fruta que também dá em cartório...
Para todos?
Educação para todos é não precisar incluir; pressupõe-se que não haja excluídos.
Se é preciso incluir é porque não é para todos.
Se é preciso incluir é porque não é para todos.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
R$ 220.737,00 (duzentos e vinte mil setecentos e trinta e sete reais )
DIÁRIO OFICIAL de 21 de maio de 2010
DESPACHOS DA SECRETÁRIA E DO SUBSECRETÁRIO DE GESTÃO
EXPEDIENTE DE 19/05/2010
Processo nº 07/000919/2010
1-Objeto: Assessoria técnica na área de educação e pedagogia
2-Partes: PCRJ/SME e INSTITUTO DE ESTUDOS DO TRABALHO E SOCIEDADE-IETS
3-Fundamento: Inexigibilidade de Licitação – Artigo 25 inciso II da Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993 e suas alterações.
4-Razão: Continuidade da avaliação ao atendimento das crianças da educação infantil como ferramenta relevante para medir a qualidade das creches municipais contribuindo para orientar os investimentos para esta faixa etária.
5- Valor: R$ 220.737,00 (duzentos e vinte mil setecentos e trinta e sete reais )
6-Autorização: Paulo Roberto Santos Figueiredo.
7-Ratificação: Claudia Costin
DESPACHOS DA SECRETÁRIA E DO SUBSECRETÁRIO DE GESTÃO
EXPEDIENTE DE 19/05/2010
Processo nº 07/000919/2010
1-Objeto: Assessoria técnica na área de educação e pedagogia
2-Partes: PCRJ/SME e INSTITUTO DE ESTUDOS DO TRABALHO E SOCIEDADE-IETS
3-Fundamento: Inexigibilidade de Licitação – Artigo 25 inciso II da Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993 e suas alterações.
4-Razão: Continuidade da avaliação ao atendimento das crianças da educação infantil como ferramenta relevante para medir a qualidade das creches municipais contribuindo para orientar os investimentos para esta faixa etária.
5- Valor: R$ 220.737,00 (duzentos e vinte mil setecentos e trinta e sete reais )
6-Autorização: Paulo Roberto Santos Figueiredo.
7-Ratificação: Claudia Costin
Sociedade vai avaliar critérios para o 'Enem' de professores, anuncia ministro da Educação
Publicada em 24/05/2010 às 13:45
Sociedade vai avaliar critérios para o 'Enem' de professores, anuncia ministro da Educação
O Globo, com informaçõe da Agência Brasil
RIO - O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (24) que vai abrir uma consulta pública para que a sociedade avalie itens que podem fazer parte de uma prova nacional para professores . A declaração foi feita durante o Seminário Avaliação de Professores da Educação Básica que acontece na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A proposta é criar um banco nacional de docentes, uma relação de profissionais de educação qualificados que poderiam ser contratados por qualquer município brasileiro. O MEC já adotou um projeto semelhante para selecionar estudantes para as universidades públicas, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
" Há uma deficiência de instrumentos fidedignos para avaliação dos professores no Brasil (Haddad) "
- Há uma deficiência de instrumentos fidedignos para avaliação dos professores no Brasil. Uma matriz já ajudaria as instituições formadoras e os professores. Estamos procurando amadurecer essas questões para dar maior clareza do que se pretende na formação de professores - diz Haddad.
Os itens que serão analisados pela sociedade na consulta pública foram levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que, durante um ano, analisou os mecanismos de avaliação de professores usados em países com alto desempenho em educação.
Atualmente, a avaliação de professores no Brasil ocorre, prioritariamente, a partir de índices criados para quantificar taxas de aprovação e desempenho de alunos, como é o caso do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ou o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia o rendimento dos alunos do nível superior.
- O Enade, ainda que tenha sido nossa opção reformulá-lo, capta pouco daquilo que se quer captar da ótica do gestor que quer contratar o profissional de atuação adequada em sala de aula - avalia o ministro.
" A proposta é criar um banco nacional de docentes (Haddad) "
Fernando Haddad defendeu que o papel do Ministério da Educação é fornecer instrumentos para que os estados consigam avaliar e melhorar seu corpo docente, e reconheceu que, em contrapartida, é preciso garantir salários dignos e progressão de carreira. O ministro lembrou ainda que essa é a fase de a sociedade avaliar o trabalho feito pelo Inep, mas que vai depender do próximo governo a aplicação do exame nacional para professores.
Sociedade vai avaliar critérios para o 'Enem' de professores, anuncia ministro da Educação
O Globo, com informaçõe da Agência Brasil
RIO - O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (24) que vai abrir uma consulta pública para que a sociedade avalie itens que podem fazer parte de uma prova nacional para professores . A declaração foi feita durante o Seminário Avaliação de Professores da Educação Básica que acontece na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A proposta é criar um banco nacional de docentes, uma relação de profissionais de educação qualificados que poderiam ser contratados por qualquer município brasileiro. O MEC já adotou um projeto semelhante para selecionar estudantes para as universidades públicas, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
" Há uma deficiência de instrumentos fidedignos para avaliação dos professores no Brasil (Haddad) "
- Há uma deficiência de instrumentos fidedignos para avaliação dos professores no Brasil. Uma matriz já ajudaria as instituições formadoras e os professores. Estamos procurando amadurecer essas questões para dar maior clareza do que se pretende na formação de professores - diz Haddad.
Os itens que serão analisados pela sociedade na consulta pública foram levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que, durante um ano, analisou os mecanismos de avaliação de professores usados em países com alto desempenho em educação.
Atualmente, a avaliação de professores no Brasil ocorre, prioritariamente, a partir de índices criados para quantificar taxas de aprovação e desempenho de alunos, como é o caso do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ou o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia o rendimento dos alunos do nível superior.
- O Enade, ainda que tenha sido nossa opção reformulá-lo, capta pouco daquilo que se quer captar da ótica do gestor que quer contratar o profissional de atuação adequada em sala de aula - avalia o ministro.
" A proposta é criar um banco nacional de docentes (Haddad) "
Fernando Haddad defendeu que o papel do Ministério da Educação é fornecer instrumentos para que os estados consigam avaliar e melhorar seu corpo docente, e reconheceu que, em contrapartida, é preciso garantir salários dignos e progressão de carreira. O ministro lembrou ainda que essa é a fase de a sociedade avaliar o trabalho feito pelo Inep, mas que vai depender do próximo governo a aplicação do exame nacional para professores.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Pesquisa de aluna de 14 anos mostra que lição em folha branca facilita concentração
Usar folhas brancas em provas e lições facilita a concentração dos alunos e a interpretação dos textos. Já folhas ou desenhos vermelhos e amarelos ajudam na percepção de detalhes. O resultado é de uma pesquisa desenvolvida por uma aluna do Colégio Interativa, de Londrina (PR). O projeto foi selecionado para participar da 8ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece até esta quinta-feira (11/3), em São Paulo (SP).
Para a pesquisa, a aluna Isabela Dutra, de 14 anos, imprimiu uma história em quadrinho em amarelo, verde, vermelho, azul e preto e branco. Ela distribuiu as histórias aleatoriamente entre os alunos da primeira série (de seis a oito anos) do seu colégio e pediu que respondessem um questionário sobre a história.
Analisando as respostas, Isabela concluiu que as impressões em preto e branco tiveram os melhores resultados em relação à interpretação. Os quadrinhos em amarelo e vermelho facilitaram a observação de detalhes e os em azul se mostraram mais eficiente para leitura de imagens.
A história com as cores originais teve as piores notas, tanto em interpretação como em observação de detalhes. “São muitas cores juntas e isso dispersa”, comenta a autora da pesquisa. “Um estudo como esse pode ajudar a identificar onde usar determinada cor nos livros da escola”, completa.
Fonte: Portal Aprendiz http://aprendiz.uol.com.br/content/spivupruvi.mmp
Para a pesquisa, a aluna Isabela Dutra, de 14 anos, imprimiu uma história em quadrinho em amarelo, verde, vermelho, azul e preto e branco. Ela distribuiu as histórias aleatoriamente entre os alunos da primeira série (de seis a oito anos) do seu colégio e pediu que respondessem um questionário sobre a história.
Analisando as respostas, Isabela concluiu que as impressões em preto e branco tiveram os melhores resultados em relação à interpretação. Os quadrinhos em amarelo e vermelho facilitaram a observação de detalhes e os em azul se mostraram mais eficiente para leitura de imagens.
A história com as cores originais teve as piores notas, tanto em interpretação como em observação de detalhes. “São muitas cores juntas e isso dispersa”, comenta a autora da pesquisa. “Um estudo como esse pode ajudar a identificar onde usar determinada cor nos livros da escola”, completa.
Fonte: Portal Aprendiz http://aprendiz.uol.com.br/content/spivupruvi.mmp
quarta-feira, 10 de março de 2010
"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
Interessante matéria da colunista Lya Luft, publicada na revista Veja, edição 2150:
"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos
ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
http://veja.abril.com.br/030210/imagens/luft1.jpg
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?
"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos
ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
http://veja.abril.com.br/030210/imagens/luft1.jpg
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?
sexta-feira, 5 de março de 2010
Educação inclusiva
Redes estaduais e municipais recebem conjuntos de DVDs
Sexta-feira, 05 de março de 2010 - 16:53
Toda criança é única: a inclusão da diferença na educação infantil é o título de uma coleção de cinco DVDs produzidos pela TV Escola (canal do MEC) que chega este mês às redes estaduais e municipais de todo o país. A recomendação da Secretaria de Educação Especial (Seesp) é que os materiais sejam usados em seminários, na formação continuada de professores e em atividades com os pais e a comunidade escolar.
A duração média de cada DVD é de 25 minutos. Os temas abordados são: quebrando a invisibilidade, universo das diferenças, orquestra de sinais, rompendo barreiras, liberdade de ser, aprender e caminhos para a inclusão. A distribuição, que soma 30 mil conjuntos, abrange também os 168 polos de educação a distância do programa Educação Inclusiva: direito à diversidade e as 12 universidades públicas que integram a rede de formação.
Conforme dados da Seesp, as redes municipais receberão cinco conjuntos (25 DVDs) e as estaduais, um conjunto. As secretarias também estão autorizadas pelo Ministério da Educação a reproduzir os materiais para distribuir em suas escolas. A produção e distribuição dos DVDs é uma ação conjunta das secretarias de Educação a Distância (Seed) e de Educação Especial (Seesp).
Ionice Lorenzoni
Redes estaduais e municipais recebem conjuntos de DVDs
Sexta-feira, 05 de março de 2010 - 16:53
Toda criança é única: a inclusão da diferença na educação infantil é o título de uma coleção de cinco DVDs produzidos pela TV Escola (canal do MEC) que chega este mês às redes estaduais e municipais de todo o país. A recomendação da Secretaria de Educação Especial (Seesp) é que os materiais sejam usados em seminários, na formação continuada de professores e em atividades com os pais e a comunidade escolar.
A duração média de cada DVD é de 25 minutos. Os temas abordados são: quebrando a invisibilidade, universo das diferenças, orquestra de sinais, rompendo barreiras, liberdade de ser, aprender e caminhos para a inclusão. A distribuição, que soma 30 mil conjuntos, abrange também os 168 polos de educação a distância do programa Educação Inclusiva: direito à diversidade e as 12 universidades públicas que integram a rede de formação.
Conforme dados da Seesp, as redes municipais receberão cinco conjuntos (25 DVDs) e as estaduais, um conjunto. As secretarias também estão autorizadas pelo Ministério da Educação a reproduzir os materiais para distribuir em suas escolas. A produção e distribuição dos DVDs é uma ação conjunta das secretarias de Educação a Distância (Seed) e de Educação Especial (Seesp).
Ionice Lorenzoni
Recebi este informativo e achei legal divulgar
O Setor Educativo do Museu Histórico Nacional tem o grande prazer de convidar toda comunidade a participar dos Encontros com Educadores Museu, um espaço de construção do saber.
Os Encontros ocorrem uma vez por mês (não sendo uma sequência), com duração de 3h30min, sendo debatida a relação museu e educação, a contribuição da educação informal para a formal (e vice-versa), as visitas no Museu Histórico Nacional. A atividade é gratuita e o educador receberá uma declaração de participação emitida pelo museu (via email). Lembramos que o primeiro encontro ocorrerá no dia 30 de Março, terça-feira, das 14h às 17h30min.
Os Encontros ocorrem uma vez por mês (não sendo uma sequência), com duração de 3h30min, sendo debatida a relação museu e educação, a contribuição da educação informal para a formal (e vice-versa), as visitas no Museu Histórico Nacional. A atividade é gratuita e o educador receberá uma declaração de participação emitida pelo museu (via email). Lembramos que o primeiro encontro ocorrerá no dia 30 de Março, terça-feira, das 14h às 17h30min.
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