1º MITO
Para ser um bom professor é preciso ter dom e vocação
Por que é um mito A docência não é uma capacidade inata, e sim uma carreira que, como outras, pressupõe esforço pessoal e formação que possibilitem o domínio de aspectos teóricos e práticos ligados à aprendizagem.
Por que derrubá-lo Um dos grandes desafios do país é a revalorização da carreira docente - com bons salários e condições de trabalho dignas para os educadores. Para que isso ocorra, é necessário que todos tenham acesso à formação inicial e continuada de qualidade. Só com estudos constantes, planejamento e dedicação, é possível ser um bom professor, ou seja, ensinar todos os estudantes.
"Não é admissível que alguém lecione apenas porque gosta de crianças ou acredita que leva jeito. A docência exige conhecimentos científicos."
Carlos Roberto Jamil Cury, professor titular aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/15-mitos-educacao-621800.shtml?page=0
Para todos?
Educação para todos é não precisar incluir; pressupõe-se que não haja excluídos.
Se é preciso incluir é porque não é para todos.
Se é preciso incluir é porque não é para todos.
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
A Educação ainda não é para todos
Segundo a vice-presidente de Educação da Unesco, Ana Luiza Machado, falta equiparar o ensino nas escolas e erradicar o analfabetismo de adultos.
Há 12 anos, a educadora mineira Ana Luiza Machado acompanha de postos privilegiados os números da Educação nacional. Como chefe do escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a América Latina e o Caribe, ela pôde analisar, em Santiago, no Chile, o avanço do Brasil em relação aos vizinhos do continente em setores como a universalização do Ensino Fundamental. No início de 2007, mudou-se para Paris, onde assumiu a vice-presidência do programa de Educação do órgão para todo o planeta. Desde então, teve a oportunidade de comparar nosso desempenho com o de cerca de 200 nações. Ana Luiza coordena pesquisas sobre questões ligadas ao professor: carreira, formação, saúde e condições de trabalho, entre outras. Com base nesses dados, cria projetos em parceria com universidades e governos a fim de minimizar os problemas detectados. Recentemente, propôs que a Universidade Federal de Minas Gerais criasse um curso de formação de lideranças escolares. A idéia está em estudo. Nesta entrevista, ela comenta a posição do Brasil no mais recente relatório do Programa Educação para Todos (EPT).
Há 12 anos, a educadora mineira Ana Luiza Machado acompanha de postos privilegiados os números da Educação nacional. Como chefe do escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a América Latina e o Caribe, ela pôde analisar, em Santiago, no Chile, o avanço do Brasil em relação aos vizinhos do continente em setores como a universalização do Ensino Fundamental. No início de 2007, mudou-se para Paris, onde assumiu a vice-presidência do programa de Educação do órgão para todo o planeta. Desde então, teve a oportunidade de comparar nosso desempenho com o de cerca de 200 nações. Ana Luiza coordena pesquisas sobre questões ligadas ao professor: carreira, formação, saúde e condições de trabalho, entre outras. Com base nesses dados, cria projetos em parceria com universidades e governos a fim de minimizar os problemas detectados. Recentemente, propôs que a Universidade Federal de Minas Gerais criasse um curso de formação de lideranças escolares. A idéia está em estudo. Nesta entrevista, ela comenta a posição do Brasil no mais recente relatório do Programa Educação para Todos (EPT).
sexta-feira, 18 de março de 2011
SÍNDROME DE ASPERGER, VOCÊ CONHECIA?
11/03/2011
SÍNDROME DE ASPERGER, VOCÊ CONHECIA?
A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger, é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM), sendo confundida com o autismo
A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como VernonSmith, Prêmio Nobel de Economia de 2002).
Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.
Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger, como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista/xadrezista Bobby Fischer.
Características
* Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras actividades;
* Rituais ou comportamentos repetitivos;
* Peculiaridades na fala e na linguagem;
* Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
* Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interacção inter pessoal;
* Problemas com comunicação não-verbal;
* Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
Habilidades sociais e controle emocional
- Não desfruta normalmente do contato social. Relaciona-se melhor com adultos que com crianças da mesma idade. Não se interessa pelos esportes.
- Tem problemas de brincar com outras crianças. Não entende as regras implícitas do jogo. Quer impor suas próprias regras, e ganhar sempre. Talvez por isso prefira brincar sozinho.
- Custa-lhe sair de casa. Não gosta de ir ao colégio e apresenta conflitos com seus companheiros.
- Custa-lhe identificar seus sentimentos e os dos demais. Apresenta mais birras que o normal. Chora com facilidade por tudo.
- Tem dificuldades para entender as intenções dos demais. É ingênuo. Não tem malícia. É sincero.
Habilidades de comunicação
- Não pode olhar nos olhos quando fala contigo. Crê em tudo aquilo que lhes dizem e não entende as ironias. Interessa-se pouco pelo que dizem os outros. Custa-lhes entender uma conversa longa, e muda de tema quando está confusa.
- Fala muito, em tom alto e peculiar, e usa uma linguagem pedante, extremamente formal e com um extenso vocabulário. Inventa palavras ou expressões idiossincrásicas.
- Em certas ocasiões, parece estar ausente, absorto em seus pensamentos.
Habilidades de compreensão
- Sente dificuldade em entender o contexto amplo de um problema. Custa-lhe entender uma pergunta complexa e demora para responder.
- Com frequência não compreende uma crítica ou um castigo. Assim como não entende que ele deve portar-se com distintas formas, segundo uma situação social.
- Tem uma memória excepcional para recordar dados e datas.
- Tem interesse especial pela matemática e as ciências em geral.
- Aprende a ler sozinho ainda bem pequenos.
- Demonstra escassa imaginação e criatividade, por exemplo, para brincar com bonecos.
- Tem um senso de humor peculiar.
Interesses específicos
- Quando algum tema em particular o fascina, ocupa a maior parte do seu tempo livre em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, sem importar-se com a opinião dos demais.
- Repete compulsivamente certas ações ou pensamentos para sentir-se seguro.
- Gosta da rotina. Não tolera as mudanças imprevistas. Tem rituais elaborados que devem ser cumpridos.
Habilidades de movimento
- Possui uma pobre coordenação motora. Corre num ritmo estranho, e não tem facilidade para agarrar uma bola.
- Custa-lhe vestir-se, desabotoar os botões ou fazer laço nos cordões do tênis.
Outras características
- Medo, angústia devido a sons como os de um aparelho elétrico.
- Rápidas coceiras sobre a pele ou sobre a cabeça.
- Tendência a agitar-se ou contorcer-se quando está excitado ou angustiado.
- Falta de sensibilidade a níveis baixos de dor.
- São tardios em adquirir a fala, em alguns casos.
- Gestos, espasmos ou tiques faciais não usuais.
Há uma grande variedade de tratamentos para ajudar indivíduos que possuem a Síndrome de Asperger
Alguns tratamentos e estratégias permitem ajudar estes indivíduos para aprenderem melhor, ter maiores habilidades sociais e mais facilidade de comunicação e integração, tornando-os capazes de interagir socialmente de forma mais naturalmente.
Atualmente, na Síndrome de Asperger, como também na maioria dos transtornos mentais, não há cura definitiva.
Mas, centrando-se na aprendizagem e nas maneiras de lidar com os sintomas e nas interações sociais, a maioria dos indivíduos com Síndrome de Asperger levam vidas bastante típica, com amigos e entes queridos e com bom desempenho social.As Intervenções psicossociais para indivíduos com Síndrome de Asperger:
As intervenções psiquiátricas também devem estar concomitantes com as etapas do tratamento psicoterápico:
Medicações para hiperatividade, desatenção e impulsividade:
Uso de psicoestimulantes (metifenidate, dextroamfetamine, metamfetamine), clonidina, antidepressivos tricíclicos (desipramina, nortriptilina, atomexetina, etc.)
Para irritabilidade e agressividade: Estabilizantes de Humor(valproato, carbamazepina, lítio), betabloqueadores (nadolol, propranolol), clonidina, naltrexona, neurolépticos (risperidona, olanzapina, quetiapina, ziprasidona, haloperidol)
Para preocupações, rituais e compulsões: ISRS (fluvoxamina, fluoxetina, paroxetina), antidepressivos tricíclicos (clomipramina)
Para ansiedade: ISRS (sertralina, fluoxetina), antidepressivos tricíclicos (imipramina, clomipramina, nortriptilina)
O acompanhamento psiquiátrico e a terapia cognitiva comportamental num trabalho conjunto podem trazer os melhores benefícios para a pessoa com Síndrome de Asperger, conseguindo uma atuação social plena e satisfatória.
Font: http://blogdodudueamigos.wordpress.com/
SÍNDROME DE ASPERGER, VOCÊ CONHECIA?
A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger, é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM), sendo confundida com o autismo
A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como VernonSmith, Prêmio Nobel de Economia de 2002).
Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.
Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger, como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista/xadrezista Bobby Fischer.
Características
* Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras actividades;
* Rituais ou comportamentos repetitivos;
* Peculiaridades na fala e na linguagem;
* Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
* Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interacção inter pessoal;
* Problemas com comunicação não-verbal;
* Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
Habilidades sociais e controle emocional
- Não desfruta normalmente do contato social. Relaciona-se melhor com adultos que com crianças da mesma idade. Não se interessa pelos esportes.
- Tem problemas de brincar com outras crianças. Não entende as regras implícitas do jogo. Quer impor suas próprias regras, e ganhar sempre. Talvez por isso prefira brincar sozinho.
- Custa-lhe sair de casa. Não gosta de ir ao colégio e apresenta conflitos com seus companheiros.
- Custa-lhe identificar seus sentimentos e os dos demais. Apresenta mais birras que o normal. Chora com facilidade por tudo.
- Tem dificuldades para entender as intenções dos demais. É ingênuo. Não tem malícia. É sincero.
Habilidades de comunicação
- Não pode olhar nos olhos quando fala contigo. Crê em tudo aquilo que lhes dizem e não entende as ironias. Interessa-se pouco pelo que dizem os outros. Custa-lhes entender uma conversa longa, e muda de tema quando está confusa.
- Fala muito, em tom alto e peculiar, e usa uma linguagem pedante, extremamente formal e com um extenso vocabulário. Inventa palavras ou expressões idiossincrásicas.
- Em certas ocasiões, parece estar ausente, absorto em seus pensamentos.
Habilidades de compreensão
- Sente dificuldade em entender o contexto amplo de um problema. Custa-lhe entender uma pergunta complexa e demora para responder.
- Com frequência não compreende uma crítica ou um castigo. Assim como não entende que ele deve portar-se com distintas formas, segundo uma situação social.
- Tem uma memória excepcional para recordar dados e datas.
- Tem interesse especial pela matemática e as ciências em geral.
- Aprende a ler sozinho ainda bem pequenos.
- Demonstra escassa imaginação e criatividade, por exemplo, para brincar com bonecos.
- Tem um senso de humor peculiar.
Interesses específicos
- Quando algum tema em particular o fascina, ocupa a maior parte do seu tempo livre em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, sem importar-se com a opinião dos demais.
- Repete compulsivamente certas ações ou pensamentos para sentir-se seguro.
- Gosta da rotina. Não tolera as mudanças imprevistas. Tem rituais elaborados que devem ser cumpridos.
Habilidades de movimento
- Possui uma pobre coordenação motora. Corre num ritmo estranho, e não tem facilidade para agarrar uma bola.
- Custa-lhe vestir-se, desabotoar os botões ou fazer laço nos cordões do tênis.
Outras características
- Medo, angústia devido a sons como os de um aparelho elétrico.
- Rápidas coceiras sobre a pele ou sobre a cabeça.
- Tendência a agitar-se ou contorcer-se quando está excitado ou angustiado.
- Falta de sensibilidade a níveis baixos de dor.
- São tardios em adquirir a fala, em alguns casos.
- Gestos, espasmos ou tiques faciais não usuais.
Há uma grande variedade de tratamentos para ajudar indivíduos que possuem a Síndrome de Asperger
Alguns tratamentos e estratégias permitem ajudar estes indivíduos para aprenderem melhor, ter maiores habilidades sociais e mais facilidade de comunicação e integração, tornando-os capazes de interagir socialmente de forma mais naturalmente.
Atualmente, na Síndrome de Asperger, como também na maioria dos transtornos mentais, não há cura definitiva.
Mas, centrando-se na aprendizagem e nas maneiras de lidar com os sintomas e nas interações sociais, a maioria dos indivíduos com Síndrome de Asperger levam vidas bastante típica, com amigos e entes queridos e com bom desempenho social.As Intervenções psicossociais para indivíduos com Síndrome de Asperger:
As intervenções psiquiátricas também devem estar concomitantes com as etapas do tratamento psicoterápico:
Medicações para hiperatividade, desatenção e impulsividade:
Uso de psicoestimulantes (metifenidate, dextroamfetamine, metamfetamine), clonidina, antidepressivos tricíclicos (desipramina, nortriptilina, atomexetina, etc.)
Para irritabilidade e agressividade: Estabilizantes de Humor(valproato, carbamazepina, lítio), betabloqueadores (nadolol, propranolol), clonidina, naltrexona, neurolépticos (risperidona, olanzapina, quetiapina, ziprasidona, haloperidol)
Para preocupações, rituais e compulsões: ISRS (fluvoxamina, fluoxetina, paroxetina), antidepressivos tricíclicos (clomipramina)
Para ansiedade: ISRS (sertralina, fluoxetina), antidepressivos tricíclicos (imipramina, clomipramina, nortriptilina)
O acompanhamento psiquiátrico e a terapia cognitiva comportamental num trabalho conjunto podem trazer os melhores benefícios para a pessoa com Síndrome de Asperger, conseguindo uma atuação social plena e satisfatória.
Font: http://blogdodudueamigos.wordpress.com/
sábado, 5 de março de 2011
Egípcios já utilizavam próteses há 2.600 anos
Londres (Inglaterra) - Os egípcios já utilizavam próteses para ajudar pessoas com amputações nos pés a caminhar no ano 600 AC , segundo uma pesquisa da Universidade de Manchester, no Reino Unido. A autora do estudo, a egiptóloga Jacky Finch, identificou dois dedos do pé artificiais, um deles encontrado nas extremidades de uma múmia, e chegou à conclusão de que podem ser as próteses mais antigas das quais se tem notícia.
Uma delas é um artefato de madeira e pele de três peças do Museu Egípcio do Cairo, e a segunda um dedo artificial fabricado com uma espécie de papel machê feito de linho, cola e gesso que está exposto no Museu Britânico de Londres.
Finch está convencida que as próteses, que datam do ano 600 aC , foram utilizadas para ajudar pessoas amputadas a se locomover centenas de anos antes de que os romanos empregassem pernas artificiais. Para provar sua teoria, a egiptóloga trabalhou com dois voluntários que não tinham o dedão do pé direito utilizando réplicas exatas dos artefatos egípcios.
Foto: EFE
Prótese para o dedo foi feita com madeira e tecido | Foto: EFE
Em seguida, pediu que os voluntários calçassem sandálias como as da época, e um deles foi capaz de caminhar com grande eficácia com ambas as próteses. Os dois voluntários concordaram que se sentiram especialmente confortáveis com a prótese do Museu do Cairo, que conta com uma dobradiça para facilitar o movimento. Por outro lado, a peça do Museu Britânico se deteriorava de maneira considerável, o que a tornava incômoda.
Finch explicou à revista médica "The Lancet" que as réplicas passaram por uma série de testes, como a resistência às forças utilizadas no processo de caminhar, proporção e aparência, elementos fundamentais para avaliar a eficácia das próteses.
A deterioração do dedo artificial de Londres e a sofisticação do design do dedo do Cairo levou a egiptóloga à conclusão de que "esses artefatos foram utilizados por seus proprietários em vida e não simplesmente acrescentados durante o processo de mumificação ou por razões religiosas ou ritualísticas".
"Minhas descobertas sugerem com solidez que ambos os projetos foram capazes de funcionar como peças de substituição para o dedo do pé perdido e que, portanto, podem ser classificados como próteses", afirma Finch em seu artigo.
Se este for o caso, conclui, "parece que as primeiras manifestações deste ramo da medicina devem ser atribuídas claramente aos antigos egípcios".
As informações são da EFE
( O DIA, 14/02/2011)
Uma delas é um artefato de madeira e pele de três peças do Museu Egípcio do Cairo, e a segunda um dedo artificial fabricado com uma espécie de papel machê feito de linho, cola e gesso que está exposto no Museu Britânico de Londres.
Finch está convencida que as próteses, que datam do ano 600 aC , foram utilizadas para ajudar pessoas amputadas a se locomover centenas de anos antes de que os romanos empregassem pernas artificiais. Para provar sua teoria, a egiptóloga trabalhou com dois voluntários que não tinham o dedão do pé direito utilizando réplicas exatas dos artefatos egípcios.
Foto: EFE
Prótese para o dedo foi feita com madeira e tecido | Foto: EFE
Em seguida, pediu que os voluntários calçassem sandálias como as da época, e um deles foi capaz de caminhar com grande eficácia com ambas as próteses. Os dois voluntários concordaram que se sentiram especialmente confortáveis com a prótese do Museu do Cairo, que conta com uma dobradiça para facilitar o movimento. Por outro lado, a peça do Museu Britânico se deteriorava de maneira considerável, o que a tornava incômoda.
Finch explicou à revista médica "The Lancet" que as réplicas passaram por uma série de testes, como a resistência às forças utilizadas no processo de caminhar, proporção e aparência, elementos fundamentais para avaliar a eficácia das próteses.
A deterioração do dedo artificial de Londres e a sofisticação do design do dedo do Cairo levou a egiptóloga à conclusão de que "esses artefatos foram utilizados por seus proprietários em vida e não simplesmente acrescentados durante o processo de mumificação ou por razões religiosas ou ritualísticas".
"Minhas descobertas sugerem com solidez que ambos os projetos foram capazes de funcionar como peças de substituição para o dedo do pé perdido e que, portanto, podem ser classificados como próteses", afirma Finch em seu artigo.
Se este for o caso, conclui, "parece que as primeiras manifestações deste ramo da medicina devem ser atribuídas claramente aos antigos egípcios".
As informações são da EFE
( O DIA, 14/02/2011)
quarta-feira, 2 de março de 2011
MEC recomenda que escolas deixem de reprovar
Educação na mídia
14 de fevereiro de 2011
MEC recomenda que escolas deixem de reprovar
Medida, que não tem caráter de lei, acaba com a reprovação nos três primeiros anos do Ensino Fundamental
No apagar das luzes do governo Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) que acaba com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental e cria o Ciclo de Alfabetização e Letramento.
Já a partir deste semestre, gestores de todas as escolas do Brasil podem decidir se continuam com o sistema seriado, mantendo a possibilidade de reprovação, ou se adotam a recomendação. A medida foi tomada, segundo a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, a partir da constatação de que muitas crianças são reprovadas no primeiro ano:
- Tivemos um índice de aprovação de 94,9%, em 2009, o que nos mostra que, de cada cem crianças, cinco ainda são reprovadas logo que ingressam na escola. Pesquisas apontam que, se o aluno é reprovado, dificilmente terá sucesso. A recomendação, que não é lei, é para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos.
O Brasil tem, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 31 milhões de alunos no ensino fundamental. Desses, quase dez milhões estão nos três primeiros anos. No entanto, pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.
Polêmica, a aprovação automática divide educadores. Professor da USP, Ocimar Alavarsi, que já foi coordenador pedagógico da rede municipal de São Paulo, de 1995 a 2008, acredita que a "reprovação no ensino fundamental devia ser zero":
- Mais de 70 mil foram reprovados no primeiro ano em 2008, e isso não tem paralelo com outro país. A evasão escolar também é alta. Então, a recomendação é um avanço. Crianças devem ficar nove anos na escola, e o desafio é descobrir o que devemos fazer para que elas aprendam. Mesmo incompleta, já que o CNE não diz como as crianças devem ser acompanhadas, a recomendação abre o debate.
Para Susana Gutierrez, uma das coordenadoras do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), a recomendação é "boa na teoria".
- Não segmentar o processo de alfabetização e acompanhar cada uma das crianças é bom. Mas, na prática, escolas têm salas superlotadas, muitas aulas de reforço são dadas por voluntários, professores têm pouquíssimo tempo para planejar as aulas e as condições de trabalho são ruins. A sensação é que as propostas não são feitas por quem conhece o dia a dia das redes - diz Susana.
- Mudar a forma de avaliar, sem permitir que um trabalho de qualidade seja feito, é um desrespeito.
Desde 2009, as crianças matriculadas na rede municipal do Rio de Janeiro já convivem com o que o CNE acaba de recomendar. Os alunos dos três primeiros anos são reprovados apenas ao final do terceiro ano.
No entanto, em 2007, o então prefeito Cesar Maia assinou decreto instaurando a progressão automática nos nove anos do ensino fundamental, dividindo o período em três ciclos. Em 2009, foram encontrados 13 mil alunos do 4 º e 5 º anos que precisavam ser realfabetizados, e outros 17 mil do 6º ano que também eram analfabetos funcionais.
- Crianças se alfabetizam em idades diferentes e achamos prudente manter a não reprovação no 1º ciclo - diz Claudia Costin, secretária municipal de Educação, que concorda com a decisão do CNE, mas faz um alerta:
- Não pode ser interpretada como algo que leve os professores a retardar o processo de alfabetização nas escolas públicas. Se for assim, o apartheid educacional aumenta. Cabe aos gestores não permitir que a medida prejudique os alunos.
Fonte: O Globo (RJ)
14 de fevereiro de 2011
MEC recomenda que escolas deixem de reprovar
Medida, que não tem caráter de lei, acaba com a reprovação nos três primeiros anos do Ensino Fundamental
No apagar das luzes do governo Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) que acaba com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental e cria o Ciclo de Alfabetização e Letramento.
Já a partir deste semestre, gestores de todas as escolas do Brasil podem decidir se continuam com o sistema seriado, mantendo a possibilidade de reprovação, ou se adotam a recomendação. A medida foi tomada, segundo a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, a partir da constatação de que muitas crianças são reprovadas no primeiro ano:
- Tivemos um índice de aprovação de 94,9%, em 2009, o que nos mostra que, de cada cem crianças, cinco ainda são reprovadas logo que ingressam na escola. Pesquisas apontam que, se o aluno é reprovado, dificilmente terá sucesso. A recomendação, que não é lei, é para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos.
O Brasil tem, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 31 milhões de alunos no ensino fundamental. Desses, quase dez milhões estão nos três primeiros anos. No entanto, pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.
Polêmica, a aprovação automática divide educadores. Professor da USP, Ocimar Alavarsi, que já foi coordenador pedagógico da rede municipal de São Paulo, de 1995 a 2008, acredita que a "reprovação no ensino fundamental devia ser zero":
- Mais de 70 mil foram reprovados no primeiro ano em 2008, e isso não tem paralelo com outro país. A evasão escolar também é alta. Então, a recomendação é um avanço. Crianças devem ficar nove anos na escola, e o desafio é descobrir o que devemos fazer para que elas aprendam. Mesmo incompleta, já que o CNE não diz como as crianças devem ser acompanhadas, a recomendação abre o debate.
Para Susana Gutierrez, uma das coordenadoras do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), a recomendação é "boa na teoria".
- Não segmentar o processo de alfabetização e acompanhar cada uma das crianças é bom. Mas, na prática, escolas têm salas superlotadas, muitas aulas de reforço são dadas por voluntários, professores têm pouquíssimo tempo para planejar as aulas e as condições de trabalho são ruins. A sensação é que as propostas não são feitas por quem conhece o dia a dia das redes - diz Susana.
- Mudar a forma de avaliar, sem permitir que um trabalho de qualidade seja feito, é um desrespeito.
Desde 2009, as crianças matriculadas na rede municipal do Rio de Janeiro já convivem com o que o CNE acaba de recomendar. Os alunos dos três primeiros anos são reprovados apenas ao final do terceiro ano.
No entanto, em 2007, o então prefeito Cesar Maia assinou decreto instaurando a progressão automática nos nove anos do ensino fundamental, dividindo o período em três ciclos. Em 2009, foram encontrados 13 mil alunos do 4 º e 5 º anos que precisavam ser realfabetizados, e outros 17 mil do 6º ano que também eram analfabetos funcionais.
- Crianças se alfabetizam em idades diferentes e achamos prudente manter a não reprovação no 1º ciclo - diz Claudia Costin, secretária municipal de Educação, que concorda com a decisão do CNE, mas faz um alerta:
- Não pode ser interpretada como algo que leve os professores a retardar o processo de alfabetização nas escolas públicas. Se for assim, o apartheid educacional aumenta. Cabe aos gestores não permitir que a medida prejudique os alunos.
Fonte: O Globo (RJ)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
RIOCARD-Novas Orientacoes
Em reunião entre o representante das empresas de ônibus e a Secretaria Municipal de Educação, ficou decidido que, excepcionalmente, para os cartões que ainda não foram emitidos, a fotografia não será necessária.
Assim, fica, a partir de 22/2, suspensa a captura de imagens nos postos instalados para este fim. No entanto, a entrega de cartões nesses locais, para os alunos que tiraram foto até o dia de hoje, 21/2, será mantida, até 5ª feira dia 24/2.
Os cartões que serão emitidos sem a fotografia, serão entregues nas Unidades Escolares dos respectivos alunos.
A Rio Ônibus garantiu que o direito à gratuidade no transporte público de passageiros, aos alunos matriculados na Rede Pública Municipal de Ensino, será preservado até o recebimento e desbloqueio dos cartões, nos postos já divulgados.
Contamos com sua colaboração no sentido de informar aos responsáveis as novas orientações, enfatizando que tal medida tem como objetivo atender com mais presteza às nossas crianças.
Acrescentamos que a Empresa está desenvolvendo, para futura implantação, novos mecanismos tecnológicos para melhor controle e identificação dos cartões.
Em tempo, informo que todas as UUEE que já enviaram a Ficha Cadastro e foto e que já receberam da RIOCARD a senha (lembrando que a senha que foi enviada com o nº 1 para todos, deverá ser modificada), já estão aptas a realizar a tranferência de aluno de uma escola para outra através do site www.riocard.com/cadrdv
Um abraço,
Alexsandra, da ASSESSORIA DE AÇÃO INTEGRADORA/5ª CRE
( Recado de 22 de fevereiro de 2011)
Assim, fica, a partir de 22/2, suspensa a captura de imagens nos postos instalados para este fim. No entanto, a entrega de cartões nesses locais, para os alunos que tiraram foto até o dia de hoje, 21/2, será mantida, até 5ª feira dia 24/2.
Os cartões que serão emitidos sem a fotografia, serão entregues nas Unidades Escolares dos respectivos alunos.
A Rio Ônibus garantiu que o direito à gratuidade no transporte público de passageiros, aos alunos matriculados na Rede Pública Municipal de Ensino, será preservado até o recebimento e desbloqueio dos cartões, nos postos já divulgados.
Contamos com sua colaboração no sentido de informar aos responsáveis as novas orientações, enfatizando que tal medida tem como objetivo atender com mais presteza às nossas crianças.
Acrescentamos que a Empresa está desenvolvendo, para futura implantação, novos mecanismos tecnológicos para melhor controle e identificação dos cartões.
Em tempo, informo que todas as UUEE que já enviaram a Ficha Cadastro e foto e que já receberam da RIOCARD a senha (lembrando que a senha que foi enviada com o nº 1 para todos, deverá ser modificada), já estão aptas a realizar a tranferência de aluno de uma escola para outra através do site www.riocard.com/cadrdv
Um abraço,
Alexsandra, da ASSESSORIA DE AÇÃO INTEGRADORA/5ª CRE
( Recado de 22 de fevereiro de 2011)
ponto facultativo nas repartições públicas municipais nos dias 07 e 09 de março de 2011
DECRETO Nº 33433 DE 23 DE FEVEREIRO DE 2011
Estabelece ponto facultativo nas repartições públicas municipais nos dias 07 e 09 de março de 2011.
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,
DECRETA:
Art.1.º O ponto será facultativo nas repartições públicas municipais nos dias 07 e 09 de março de 2011, período de Carnaval, excluídos desta previsão os expedientes nos órgãos cujos serviços não admitam paralisação.
Art. 2.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2011; 446º ano da fundação da Cidade.
EDUARDO PAES
Estabelece ponto facultativo nas repartições públicas municipais nos dias 07 e 09 de março de 2011.
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,
DECRETA:
Art.1.º O ponto será facultativo nas repartições públicas municipais nos dias 07 e 09 de março de 2011, período de Carnaval, excluídos desta previsão os expedientes nos órgãos cujos serviços não admitam paralisação.
Art. 2.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2011; 446º ano da fundação da Cidade.
EDUARDO PAES
Assinar:
Postagens (Atom)
