Para todos?

Educação para todos é não precisar incluir; pressupõe-se que não haja excluídos.

Se é preciso incluir é porque não é para todos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

USP cria Licenciatura em Educomunicacao

Projeto da Escola de Comunicacoes e Artes destinado a criacao de uma Licenciatura em Educomunicacao acaba de ser aprovado pelo Conselho Universitario da USP, em sua sessao de 17 de novembro de 2009.


A proposta apresentada pelo Departamento de Comunicacoes e Artes – CCA, obteve 67 indicacoes num colegiado composto por 86 votantes.


A Licenciatura destina-se a preparar profissionais para atender demandas provenientes do campo da educacao formal (magisterio) bem como da pratica social que preve o uso das tecnologias da informacao e das linguagens da comunicacao das artes em projetos voltados para a comunicacao educativa.


O profissional a ser formado encontrara espaco de atuacao na docencia, especialmente nos cursos profissionalizantes de nivel medio voltados para a comunicacao e as tecnologias da informacao.


Tera atuacao, ainda, no desenvolvimento de projetos destinados a qualificar a expressao comunicativa da comunidade escolar, fazendo uso das linguagens da comunicacao, das artes, assim como das tecnologias da informacao, tanto no ensino basico quanto no superior. No caso, o educomunicador agira como um assessor a servico das secretarias de comunicacao, das diretorias de ensino e das proprias escolas.


A presenca do educomunicador ja e visivel em escolas de redes publicas, bem como em projetos de organizacoes nao governamentais que, na area do terceiro setor, empregam a midia em programas educativos. O novo curso pretende potencializar as acoes destes profissionais, assim como as praticas dos que, nos meios de comunicacao, especialmente jornais, emissoras de radio e de TV, se dedicam a comunicacao educativa.


A iniciativa foi precedida, ao longo das ultimas duas decadas, por pesquisas de mestrado e doutorado sobre a inter-relacao Comunicacao/Educacao em programas de Pos-Graduacao da USP, especialmente na ECA e na Faculdade de Educacao.


Por sua vez, o conceito da Educomunicacao vem sendo aplicado, especialmente na ultima decada, a acao profissional na interface entre os dois campos atraves de uma serie de experiencias de formacao em servico, em todo o pais, mediante projetos de extensao, tanto presenciais quanto a distancia, implementados por docentes e nucleos de pesquisa vinculados ao Departamento de Comunicacoes e Artes da ECA.


O novo curso, com 2.800 horas e duracao de quatro anos, sera oferecido no periodo noturno, a partir de fevereiro de 2011. Uma equipe multidisciplinar de 19 professores doutores, especialistas em teorias, linguagens e gestao da comunicacao, educacao, teoria e critica das artes e tecnologias da informacao assumira as disciplinas e a direcao do novo programa.


De acordo com o Prof. Ismar de Oliveira Soares, Chefe do CCA-USP, a aprovacao do novo curso e uma vitoria de um esforco coletivo de uma equipe de pesquisadores e docentes da ECA – muitos dos quais aposentados, que identificaram o potencial da ECA para o atendimento das demandas que a sociedade da informacao esta colocando para o ensino da comunicacao e da educacao no mundo contemporaneo.

domingo, 22 de novembro de 2009

1.700 pessoas trabalham de graça no Rio para melhorar a educação

Fernanda Malta, Jornal do Brasil - 15/11/2009

RIO - De acordo com a definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos(...)” Na cidade do Rio, 1.750 pessoas trabalham como voluntárias nas escolas públicas do município. O Programa de Reforços na Escola teve início em abril, quando a Secretaria Municipal de Educação abriu inscrições para receber qualquer pessoa interessada nesta missão, desde que tivesse o ensino médio completo. Foram 3.850 candidatos, dos quais 1.750 selecionados.

O motivo que mobiliza alguém em direção ao trabalho voluntário é, entre outros fatores, o grau de comprometimento com uma causa. A aposentada Sandra Maria Lima, mãe de dois filhos de 41 e 32 anos, trabalhava em um salão de beleza quando encontrou um bebê abandonado na porta do trabalho. Comovida, passou a cuidar de Andreza, hoje com nove anos. Aproximar-se novamente de crianças fez Sandra praticar o altruísmo e a solidariedade, primeiro passo para que, mais tarde, desenvolvesse o trabalho voluntário.

– Levei o neném, de quatro meses, para casa e depois de algum tempo, consegui, na Justiça, a guarda definitiva. Alguns meses depois, descobri que o pai da criança era o meu filho, sou mãe e avó ao mesmo tempo. Tudo isso me inspirou muito a voltar a ter contato com os menores. Adoro as expressões deles quando conto uma história ou vejo seus desenhos criativos.

Hoje, Sandra é mãe-voluntária, das 5h30 às 15h30, na Escola Municipal Vivaldo Ramos de Vasconcelos, em Paciência (Zona Oeste), onde a filha estuda.

Um dos responsáveis pela triagem dos voluntários nas escolas do Rio foi o assistente da gerência de educação, Ari Marques Pontes.

– Nossa maior preocupação foi com a aceitação dos pais. A princípio, cada escola teria apenas dois voluntários. Mas, a reação foi tão positiva, que hoje temos em média quatro voluntários por unidade.

Ari conversou individualmente com cerca de 300 pessoas para explicar o planejamento, definir como deveriam atuar e apresentar as dificuldades de cada aluno.

– Os voluntários não substituem os professores. Eles são explicadores e trabalham com os cadernos de reforço escolar. São fundamentais.

Trabalho homenageado

Há uma semana, os voluntários tiveram o esforço reconhecido pela Câmara de Vereadores. O autor da homenagem, Paulo Messina (PV), explicou que, para diminuir a defasagem dos estudantes, os colaboradores foram divididos em categorias: Reforço Escolar, para alunos atrasados; Mãe-educadora, quando há a presença da família na escola; e Sala de Leitura, que ensina português e interpretação.

– Tinha aluno concluindo o ensino fundamental sem saber ler. Os voluntários ajudam a enfrentar esse problema – diz Messina.

Na homenagem, a secretária de Educação Claudia Costin ressaltou a importância desse trabalho.

– Os voluntários são uma peça importante no salto de qualidade da educação carioca.

Desafios

O dia a dia nas escolas, apesar de gratificante, é carregado de desafios. O médico aposentado Jayme Gudel, sai de casa, no Flamengo, todas as quintas-feiras, rumo à Escola Municipal Roma, em Copacabana, para oferecer palestras a alunos de oito a 14 anos. Diz que o mais difícil é prender a atenção dos jovens.

– Tento abordar assuntos diferentes, mas alguns não prestam atenção. Já tive que trocar os alunos mais afoitos de lugares e já até sentei na mesa de um deles para ver se conseguia atenção. Levo tudo isso com bom humor – diz o voluntário.

sábado, 21 de novembro de 2009

Horário integral contra a evasão

Em 161 escolas onde é grande o abandono da sala de aula, a prefeitura do Rio oferecerá oficinas de arte, informática e esporte a 115 mil alunos



POR MARIA LUISA BARROS – O DIA 21 de novembro de 2009



Rio - A partir do ano que vem, o programa Bairro Educador implantado pela Prefeitura do Rio nas 150 Escolas do Amanhã, localizadas em áreas de risco, será levado para mais 161 escolas municipais com altos índices de evasão.



Cerca de 115 mil estudantes do Ensino Fundamental (1° ao 9° ano) terão atividades em tempo integral. No contraturno das aulas, voluntários selecionados no bairro oferecerão oficinas de dança, percussão, basquete de rua, grafite, inclusão digital, música, xadrez, leitura, teatro, capoeira e reforço escolar, entre outras.

Foto: Paulo Araújo / Agência O DIA

Na Escola Augusto Rangel, a leitura é uma das atividades no contraturno



Os oficineiros receberão até R$ 600 para ensinar o que sabem à tarde para quem estuda de manhã e vice-versa. Santa Cruz e Campo Grande são os bairros que terão mais unidades com horário ampliado.



Para a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, o Bairro Educador cria novos espaços de aprendizagem e aproxima a comunidade da escola: “Cada unidade terá um educador comunitário que vai buscar pessoas do bairro que sejam talentos locais para servir de exemplo para os jovens”. Segundo a secretária, o programa é voltado a escolas com elevada evasão e distorção idade-série. “A taxa de abandono escolar nas Escolas do Amanhã é de 5,2%, enquanto nas demais regiões é de 2,6%. Os índices de defasagem também são mais problemáticos nessas áreas”, diz Cláudia.



Os colégios incluídos no Bairro Educador também terão mães voluntárias que receberão ajuda de custo de R$ 100 para atuar como pacificadoras. “Elas reforçam a presença da comunidade dentro da escola e, quando necessário, vão até as famílias para saber por que a criança não está indo às aulas”, explica a secretária.



Na Escola Municipal Alberto Rangel, na Cidade de Deus, o primeiro bairro a receber o programa, projetos e oficinas estão se mostrando armas poderosas na batalha para formar adultos campeões. “Pichações e atos de vandalismo diminuíram e eles estão tirando notas melhores”, comemora a diretora Maria Luiza Pitanio.



Depois que começou a participar das oficinas, Raquel Matheus Ferreira, 15 anos, aluna do 7º ano, passa mais tempo na escola. “Minha mãe estranhou e veio aqui ver o que estava acontecendo. Antes eu ficava o dia todo em casa no computador. Agora, quero aprender coisas novas”, conta ela.



CONFIRA A LISTA DAS 161 UNIDADES ESCOLARES



ACARI

ÉRICO VERÍSSIMO



ANCHIETA

PARAÍBA



ANDARAÍ

EPITÁCIO PESSOA

PRESIDENTE JOÃO GOULART

RODRIGO MELLO F. DE ANDRADE



BANCÁRIOS

DUNSHEE DE ABRANCHES

JORNALISTA ORLANDO DANTAS



BANGU

COLLECHIO

COMENIUS

JORNALISTA SANDRO MOREYRA

MAL JULIO CAETANO H. BARBOSA



BARRA DA TIJUCA

SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA



BARRA DE GUARATIBA

FLORÍPEDES ANGLADAS LUCAS



BENFICA

GONZAGA DA GAMA FILHO



BONSUCESSO

BAHIA



BOTAFOGO

JOÃO SALDANHA

MÉXICO



CAMPO GRANDE

ALFREDO DE PIRES FLORES

ALM. SALDANHA DA GAMA

ARMINDO M. DOUTEL DE ANDRADE

CASTRO REBELLO

CHARLES PEGUY

MIN. ADAUTO LÚCIO CARDOSO

PROFESSOR DARCY RIBEIRO



CASCADURA

MANOEL M. DE ALBUQUERQUE

METAL. BENEDICTO CERQUEIRA



CENTRO

RIVADÁVIA CORRÊA



CIDADE DE DEUS

AVERTANO ROCHA



CIDADE NOVA

CALOUSTE GULBENKIAN



COELHO NETO

CHARLES ANDERSON WEAVER



CORDOVIL

EMB. BARROS HURTADO



RORAIMA

SÃO JOÃO BATISTA



COSMOS

BARÃO DE SANTA MARGARIDA

CLAUDIO MANOEL DA COSTA



DEL CASTILHO

EURICO VILLELA



DEODORO

CONDESSA PEREIRA CARNEIRO



ENGENHO DA RAINHA

EURICO SALLES

MARIA ISABEL BIVAR

REVERENDO ÁLVARO REIS



ENGENHO DE DENTRO

AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT



FREGUESIA (JACAREPAGUÁ)

COMPOSITOR LUIZ GONZAGA

EDGARD WERNECK



GLÓRIA

DEODORO



GRAJAÚ

PANAMÁ



GUADALUPE

GILBERTO AMADO



GUARATIBA

PADRE JOSE MAURICIO

MONTEIRO LOBATO



HIGIENÓPOLIS

ESTADO DA GUANABARA



HONÓRIO GURGEL

MARIO PENNA DA ROCHA

SILVIO ROMERO



INHAÚMA

CORONEL SARMENTO

GUSTAVO ARMBRUST

JOAQUIM RIBEIRO

NEREU SAMPAIO



INHOAÍBA

ALBA CANIZARES DO NASCIMENTO

FERNANDO COSTA

JARDIM GUARARAPES



IPANEMA

MARÍLIA DE DIRCEU



IRAJÁ

BARCELONA

ROSA BETTIATO ZATTERA



ITACOLOMI

ALBERTO DE OLIVEIRA



JACAREPAGUÁ

LUIZ CAMILLO



JARDIM AMÉRICA

GRACILIANO RAMOS



JARDIM BOTÂNICO

SHAKESPEARE



LARANJEIRAS

JOSÉ DE ALENCAR



LEBLON

NAÇÃO RUBRO NEGRA



LINS

JOSÉ E. DE MACEDO SOARES



MADUREIRA

ASTOLFO REZENDE

LUÍS CARLOS DA FONSECA



MAGALHÃES BASTOS

ÁLVARO ALVIM

CHURCHILL

GUIMARÃES ROSA



MANGUINHOS

ALBINO SOUZA CRUZ



MARECHAL HERMES

BARÃO DE ITARARÉ



MÉIER

BENTO RIBEIRO

ISABEL MENDES



MONERÓ

BELMIRO DE MEDEIROS



OLARIA

ODILON DE ANDRADE

CHILE



OSVALDO CRUZ

JOSÉ EMYGDIO DE OLIVEIRA

RAJA GABAGLIA



PACIÊNCIA

DOUTOR JOSÉ A. CIRAUDO

RIBEIRO COUTO



PADRE MIGUEL

EUSÉBIO DE QUEIROZ

MESTRE ANDRÉ

PADRE PAULO CORREA DE SÁ



PARADA DE LUCAS

CARDEAL CAMARA



PARQUE ANCHIETA

POETA FERNANDO PESSOA



PAVUNA

COMAN. ARNALDO VARELLA

JOSÉ PEDRO VARELA



PEDRA DE GUARATIBA

EMMA DAVILA DE CAMILLIS



PENHA

BRANT HORTA

PROFESSOR SOUZA CARNEIRO

SÃO VICENTE



PILARES

MARANHÃO



PRAÇA DA BANDEIRA

REV. MARTIN LUTHER KING



PRAÇA MAUÁ

VICENTE LICÍNIO CARDOSO



PRAÇA SECA

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

DR ADELINO DA PALMA CARLOS

JOSÉ JOAQUIM DE QUEIROZ

SOBRAL PINTO



QUINTINO

OSWALDO TEIXEIRA

PROF. SOUZA DA SILVEIRA



RAMOS

CLOTILDE GUIMARÃES

PROF. CARNEIRO RIBEIRO

TENENTE GENERAL NAPION



REALENGO

CORYNTHO DA FONSECA

DALVA DE OLIVEIRA

FRANCISCO SOLANO TRINDADE

LUIS DA CAMARA CASCUDO

PADRE LEONEL FRANCA

RONDON



RIACHUELO

GEORGE SUMNER



RIO COMPRIDO

MARIO CLAUDIO



ROCHA MIRANDA

PROF. ALFREDO RUSSELL



SAMPAIO

CESAR AUGUSTO SOARES



SANTA CRUZ

ALBERTO PASQUALINE

ÁLVARO VALLES

ANDRE VIDAL DE NEGREIROS

CIEP BARÃO DE ITARARÉ

FERNANDO DE AZEVEDO

ISMAEL NERY

JULIO CESÁRIO DE MELLO

LOURDES DE LIMA ROCHA

LUIZ CAETANO DE OLIVEIRA

MAJ. MANOEL GOMES ARCHER

PAPA JOÃO XXI

PONTE DOS JESUÍTAS

PROFESSOR COQUEIRO

ROBERTO COELHO

SINDICALISTA CHICO MENDES



SANTO CRISTO

FRANCISCO BENJAMIN GALLOTTI



SÃO CRISTÓVÃO

EDMUNDO BITTENCOURT

GONÇALVES DIAS

URUGUAI



SAÚDE

DARCY VARGAS



SENADOR CAMARÁ

EVARISTO DE MORAES

PRESIDENTE WILSON



SENADOR VASCONCELOS

FRANCISCO C. PONTES DE MIRANDA



SEPETIBA

DEP. ULYSSES GUIMARÃES

FELIPE CAMARÃO

MINISTRO MARCOS FREIRE

NELSON ROMERO



TANQUE

NOEL NUTELS



TAQUARA

GAL. CARLOS CAETANO MIRAGAYA

ROSA DO POVO



TIJUCA

SOARES PEREIRA



THOMÁS COELHO

MARIA MAZZETI



USINA

ARAÚJO PORTO ALEGRE



VARGEM GRANDE

ENGENHEIRO ÁLVARO SODRÉ



VAZ LOBO

IRMÃ ZÉLIA



VIGÁRIO GERAL

ENEYDA R. DE ANDRADE

JORGE DE GOUVEA

REPÚBLICA DO LÍBANO



VILA DA PENHA

GRÉCIA



VILA ISABEL

EQUADOR

GEN DO EXÉRCITO HUMBERTO SOUZA MELLO



VILA KOSMOS

CECILIA MEIRELES

DESEMB. MONTENEGRO

MAESTRO PIXINGUINHA

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Estudantes da rede municipal vão bater ponto

Prefeitura vai adotar cartão eletrônico para controle de presença

O DIA online 18 de novembro de 2009

POR AMANDA PINHEIRO



Rio - O velho diário de classe sairá de férias este ano na rede pública do Rio para nunca mais voltar. A partir de 2010, a vida escolar dos alunos será vigiada por ‘inspetores eletrônicos’. O cartão eletrônico que já marca a presença na sala de aula e substitui o RioCard em 54 escolas estaduais será adotado também nas unidades da



Com a digitalização dos dados dos estudantes, os pais poderão acompanhar a assiduidade e desempenho dos filhos pela Internet além de serem avisados, via mensagem para o celular, caso o aluno falte três dias consecutivos. “Para o ano que vem vamos implantar o cartão eletrônico, que já funciona no estado”, anunciou ontem a secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, no lançamento do boletim escolar online.



EM BUSCA DE FANTASMAS



Por esse sistema de controle de presença, o aluno é obrigado a passar o cartão em equipamento instalado na mesa do professor, a cada aula. Os créditos de passagem no cartão dos estudantes são bloqueados se o estudante faltar três dias consecutivos sem justificativa dos pais. No estado, 60 mil alunos já usam o modelo magnético.



O subsecretário de Educação do Estado, Júlio da Hora, conta que, a partir de fevereiro, a ferramenta vai ganhar mais uma função: caçar os alunos fantasmas, só matriculados para receber o passe livre no transporte público. “Existe um número considerável de alunos virtuais. Isso vai acabar assim que a obrigatoriedade dos cartões eletrônicos entrar em vigor em toda rede, até maio”, conta o subsecretário.



MENOS FALTAS



O monitoramento eletrônico dos alunos já mudou a frequência nas salas de aula. De acordo com Júlio, a direção das escolas começou a perceber uma queda considerável no número de faltas. O impacto já foi notado, por exemplo, no Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, em Campo Grande. Segundo ele, dezenas de torpedos que denunciam a gazeta dos alunos foram enviados.



Código e senha para acesso ao desempenho



No município, 257 mil alunos do 6ª ao 9º ano já têm o boletim online. Os do 1º ao 5º ano serão incluídos a partir de 16 de dezembro. A consulta às notas será pelos sites http://boletimonline.rio.rj.br/boletim ou www.rio.rj.gov.br/sme. Cada aluno terá um código e os pais receberão também uma senha de acesso. As notas serão lançadas no sistema a cada bimestre. Na rede estadual, os boletins online serão implantados ano que vem.

Boletim escolar online

Alunos da rede municipal do Rio terão notas disponíveis pela internet

Extra online, 17 de novembro de 2009

Os pais de alunos das escolas municipais do Rio ganharam uma nova ferramenta para acompanhar o desempenho dos filhos: o computador. Nesta terça, será lançado o boletim escolar online, que é a versão informatizada do documento de papel.

O sistema será apresentado aos alunos da Escola Municipal Orsina da Fonseca, na Tijuca, pelo prefeito Eduardo Paes e pela secretária municipal de Educação, Claudia Costin. Além de informar o resultado pelos conceitos e as notas equivalentes em cada disciplina, o boletim online vai mostrar, ainda, a frequência do aluno no bimestre.

A novidade começará a ser adotada entre os 257 mil estudantes do 6º ao 9º ano. Eles receberão senhas para acessar o sistema pelo site: www.boletimonline.rio.rj.gov.br/boletim. Será necessário, ainda, informar o código do aluno. Em dezembro, o sistema estará disponível para as crianças do 1º ao 5º ano.

— O boletim é um documento importante na vida escolar do aluno. Por isso, é fundamental que os pais tenham acesso às notas dos alunos de qualquer lugar e a qualquer hora — afirmou Claudia Costin.

Em 2007, com a ampliação do sistema de ciclos, a chamada aprovação automática, os pais deixaram de receber boletim. A escola entregava a cada trimestre um pequeno papel com o conceito global, que é a média entre as matérias. Este ano, o boletim voltou a ser distribuído em papel.

sábado, 7 de novembro de 2009

MEC rejeita texto que obriga a pôr deficiente em escola comum

19/08/2009 - 08h53

MEC rejeita texto que obriga a pôr deficiente em escola comum



ANDRÉ ZAHAR

da Folha de S.Paulo



O ministro da Educação, Fernando Haddad, devolveu ao CNE (Conselho Nacional de Educação), para revisão, o parecer que recomenda a obrigatoriedade da matrícula de alunos com deficiência em escolas comuns. O MEC (Ministério da Educação) defende um prazo maior para implementar a medida e discute o destino das escolas especiais que atendem esse público atualmente.



O CNE havia enviado para homologação o documento que estabelecia a "obrigatoriedade da matrícula dos alunos, público-alvo da Educação Especial, na escola comum do ensino regular" e deixava como "função complementar ou suplementar" o atendimento educacional especializado.



O projeto de resolução do CNE, que endossa a posição da Secretaria de Educação Especial, foi devolvido pelo MEC, que pediu a revisão do texto.



De acordo com a assessoria do ministério, Haddad considerou que a obrigatoriedade contraria a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que estabelece que a educação especial deve ser oferecida "preferencialmente na rede regular de ensino".



A polêmica gira ainda em torno dos limites da inclusão, do despreparo de escolas e professores em receber os 320 mil alunos das escolas especiais e da distribuição dos recursos do Fundeb. A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados havia pedido ao MEC que não homologasse o parecer.



A resolução, se implementada, entraria em vigor já a partir de 2010. O MEC afirma que é preciso um prazo maior para adaptar a rede. Hoje 376 mil alunos portadores de alguma deficiência estudam em escolas comuns.



A secretária-executiva da Federação Nacional das Apaes, Sandra Marinho, apoiou a decisão do MEC em relação a obrigatoriedade. "Defendemos a inclusão, mas para que isto aconteça não é necessário exterminar a escola especial. Ela sempre será necessária para uma parcela da população com uma deficiência mais comprometida, que tem uma adaptação pouco provável nas escolas comuns", afirmou.



A presidente da FBASD (Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down), Cláudia Grabois, discorda do ministro. A entidade tem um abaixo-assinado pedindo a homologação imediata da resolução do CNE. O manifesto reúne mais de 120 associações e 500 pessoas físicas.



"Pela lei, toda criança com deficiência tem direito a estudar na classe comum da escola regular. O apoio [da escola especial] deve ser oferecido no contraturno. Temos que aguardar para ver se terá uma nova resolução, esperamos que [o novo texto] não modifique o conteúdo. A escola vai se preparar a partir do momento que tiver o aluno, se não tiver, jamais estará preparada", diz Cláudia.

Não é Sonho!

FONTE: http://www.betopereira.com.br/tag/claudia-grabois



De fato,quando falamos em inclusão de pessoas com deficiência,muitos ainda relacionam o assunto a pena, migalhas e caridade.

Talvez seja um ranço próprio da educação,que ensinava os filhos quando muito a enxergar pessoas com deficiência como sujeitos para compaixão,por parte daqueles que eram ‘perfeitos e normais’ aos olhos da sociedade.



Foram centenas de anos de isolamento, exclusão e invisibilidade e este quadro não mudará facilmente pois em 2009, a despeito das leis que favorecem a inclusão, ainda continua o quadro de invisibilidade social .Cada criança que nasce e cada pessoa que se torna deficiente marca o início de uma nova luta pelo reconhecimento, pela aceitação e pela dignidade humana.



Os meios de comunicação não favorecem, pois as induções e linguagem inapropriadas fazem com que a segregação siga o seu curso e contribua para a continuidade do preconceito e por consequência da discriminação.



As pessoas com deficiência e suas famílias precisam assumir o papel de protagonistas de suas próprias histórias e escolher em que modelo social pretendem viver e fazer com que se torne realidade.

Pois de nada adianta leis que não são reconhecidas de fato pelos principais interessados.



Nossas leis falam em reconhecimento, autonomia, direitos iguais, modelo social, inserção laboral, direitos e deveres, acessibilidade,inclusão, educação inclusiva e criminalizam a discriminação.

E a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, já promulgada e com todos seus trâmites cumpridos, vigora reforçando e definindo a escolha pelo caminho da inclusão plena e da dignidade humana.



De fato existe uma militância ativa, que busca os direitos, mas a pergunta é se os demais interessados estão acompanhando e vivenciando estas mudanças, e mais ainda, se reconhecem a si mesmos como sujeitos desta história de lutas pelos direitos humanos das pessoas com deficiência.



A despeito de todas as leis que existem e virão a existir pessoas com deficiência só deixarão de ser invisíveis se forem vistas como protagonistas e não como coadjuvantes na medida que se sentirem cidadãos e merecedores da cidadania e a medida que se reconhecerem no outro,seja ele com ou sem deficiência.



O reconhecimento do que se é,livre de barreiras pessoais, livres do auto preconceito e da não aceitação dos que os cercam produz o sujeito pleno de direitos.



Para que adiantam as leis se não nos julgamos merecedores delas?

Para que leis que garantem a inclusão se não são usadas pela constatação de que os filhos darão ‘mais trabalho’ e é ‘mais difícil’ para o professor ensinar a criança ou o adolescente com deficiência intelectual,o seu filho.

E como se estudar em classe comum já não fosse um direito adquirido, e mais ainda,um direito inalienável.

Para que a lei de Libras se não exigimos que saia do papel.

Para que todas as outras leis, pois se pensarmos que pessoas com deficiência somam quase 25.000.000 poderíamos estar promovendo a revolução inclusiva,que por sinal seria legal.Seria talvez uma revolução social legalista,para mudança da própria sociedade com base na legalidade.



Que não seja por falta de leis.



O questionamento começa em como agiriam as pessoas que tem deficiência ou tem filhos com deficiência se não os tivessem. Teriam preconceitos? Será que muitos mesmo que não saibam ainda tem? Será que reconhecemos de fato pessoas com deficiência como cidadãos plenos, como protagonistas? Como será que ocorre esta mudança que uma vez provocada pela própria vida não volta atrás, e muito embora seja rica, talvez não seja fácil se situar dentro dela, com as novas vivências e necessidades, e principalmente por que cada um é o que é, e seres humanos são complexos. Nós somos todos assim,um mar de questionamentos e dúvidas.





Talvez seja por isto que no caso das pessoas com deficiência as políticas públicas de inclusão caminham muito na frente.

Ainda não entendemos que política no papel não é política executada e que o papel da sociedade é cobrar com todos os meios possíveis, seja através de mobilizações ou ações jurícidas o seu cumprimento.





Por outro lado,acredito que não seja um ranço apenas do nosso movimento, mas da sociedade em que vivemos,que se pensarmos bem,são poucos os segmentos que reivindicam seus direitos e apenas aqueles que o fazem tem êxito.



A questão é se queremos inclusão e acessibilidade plena e se acreditamos de verdade que pessoas com deficiência são pessoas, que fazem parte da diversidade, que é composta por pessoas com e sem deficiência e com várias outras características. Podem se baixas, gordas, altas, usar óculos, loiras, morenas,de etnias diversas,e muitas outras características ou mesmo escolhas que fazem parte da nossa própria humanidade.



Bem, é para pensar no que queremos e em que acreditamos, por que não existe quase inclusão, mas existem outras coisas como integração, modelo de saúde, assistencialismo, que muitas pessoas podem querem engatar na inexistente quase inclusão.

Mas se é a inclusão o que queremos então,vamos lutar por ela, lutemos para que se torne realidade. Pela primeira vez temos a faca e o queijo na mão, não é nada fácil, mas nunca foi tão possível.



Não é um sonho, é realidade possível e acessível.Basta querer, acreditar e ousar para si mesmo.



Claudia Grabois é Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Coordenadora da Rede Inclusiva



da Equipe técnica do Forum de Educação Inclusiva da UERJ



Nota: Publicação autorizada por sua autora